A SOBERANIA DA RAINHA NO JOGO
A vida pode ser comparada a um grande jogo de xadrez, onde cada peça representa escolhas, atitudes e papéis que assumimos ao longo do caminho. O pião, por menor que pareça, ronda, avança e pode surpreender ao chegar ao outro lado do tabuleiro, ganhando nova força. O rei, por sua vez, acredita ser o soberano absoluto, protegido por todos e central no jogo, mas sua fragilidade é evidente: basta um descuido para ser encurralado.
No entanto, é a rainha quem mostra o verdadeiro poder. Livre, estratégica e com a maior amplitude de movimentos, é ela que conduz os rumos e, muitas vezes, decreta o xeque-mate. Assim é na vida: muitos se julgam soberanos, outros se perdem em pequenas rondas, mas é preciso reconhecer quem tem a visão, a força e a inteligência para mudar o rumo da partida.
Afinal, sempre há quem seja a rainha do xadrez com frequência — e é melhor saber disso antes que o xeque-mate aconteça.
Sandra Kauffmann
Imagem: Freepik