AMBULÂNCIAS ABANDONADAS: LEME À DERIVA ENQUANTO PREFEITURA TORRA MILHÕES EM FESTAS
População sofre com transporte precário de pacientes enquanto a gestão Claudemir Borges parece viver em uma realidade paralela
Uma situação alarmante vem sendo denunciada por servidores, pacientes e familiares que dependem diariamente do transporte oferecido pela Central de Ambulâncias de Leme. Apesar de o serviço ser essencial para garantir atendimento digno e seguro à população, a frota do município encontra-se abandonada, sucateada e sem manutenção básica.
Hoje, Leme possui 10 ambulâncias. Mas apenas 6 funcionam. Outras 4 seguem paradas, aguardando manutenção, manutenção essa que não acontece por falta de recursos.
Segundo apuração do Jornal Tribuna de Leme, a Secretaria de Transportes e Viação vem solicitando há meses dotação orçamentária para fazer reparos urgentes nos veículos. Porém, desde fevereiro de 2025, os pedidos são atendidos com atrasos superiores há 45 dias. E quando finalmente o dinheiro chega, ele é insuficiente, muito menor do que o necessário, deixando grande parte da frota sem condições mínimas de uso.
Enquanto isso, pacientes são transportados em ambulâncias com estofados destruídos, estruturas internas deterioradas e quilometragens tão altas que colocam em risco tanto os profissionais quanto os cidadãos que dependem desse serviço vital.
Mesmo tendo recebido cinco ambulâncias novas desde 2021, grande parte doadas pelo Governo do Estado, o desgaste natural pelo uso intenso exige manutenção periódica, algo que a atual administração parece ignorar completamente.
DINHEIRO PARA SAÚDE FALTA… MAS PARA FESTA SOBRA
A contradição é gritante: para manter ambulâncias funcionando, não há recursos. Mas para festas, shows, palcos, tendas e estruturas luxuosas, o dinheiro aparece com facilidade.
Desde 2023, a Prefeitura de Leme vem optando por alugar vans para transportar pacientes, ao invés de renovar sua própria frota. Apenas uma nova van foi adquirida desde 2021. O restante, a administração prefere pagar em aluguel.
E o valor não é pequeno: só em 2024, foram pagos mais de R$ 1,7 milhão à empresa Localiza Veículos Especiais S.A. Em 2025, já foram pagos mais de R$ 1,2 milhão à empresa Alltrans Mobilidade Ltda., de um total de R$ 1.605.313,79 empenhados até aqui.
Enquanto isso, o Tribunal de Contas do Estado aponta que Leme já gastou mais do que arrecadou em 2025, um retrato de gestão sem planejamento, sem freio e sem prioridades.
E é justamente nessas prioridades que o contraste mais choca. Com os R$ 750 mil gastos apenas com o show da cantora Ana Castela na Fapil, seria possível comprar duas ou até três ambulâncias novas tipo van. Mas entre cuidar da população e promover mais um espetáculo, a escolha da atual gestão ficou clara.
POVO PAGA O PREÇO ENQUANTO O PÃO E CIRCO CONTINUA
Ambulâncias paradas. Frota sucateada. Pacientes sofrendo. Profissionais sobrecarregados. Atrasos, descaso e negligência.
Esse é o retrato de um sistema que deveria salvar vidas, mas está sendo deteriorado pela falta de responsabilidade administrativa.
Enquanto isso, a gestão segue brilhando no palco, não pela eficiência, mas pelo espetáculo caro e desconectado das necessidades reais da cidade.
EM LEME, A SAÚDE PEDE SOCORRO
E a população segue à mercê de uma administração que insiste em ignorar o essencial para manter o supérfluo.
Continuamos lamentando, afinal serão mais três anos desse governo. A pergunta da maioria da população é: Será que Leme sobreviverá?
Imagem ilustrativa da internet