CAOS NA SAÚDE NA GESTÃO CLAUDEMIR BORGES CONTINUA - PACIENTES RECLAMAM DE FILAS, CONSULTAS, AMBULÂNCIAS E FALTA DE INFORMAÇÃO
Problemas de agendamento, canais de atendimento, transporte de pacientes e falta de profissionais aumentam a insatisfação de quem depende do SUS em Leme
A saúde pública de Leme voltou a enfrentar uma onda de reclamações nas últimas semanas. Nas redes sociais, pacientes relatam dificuldades para conseguir consultas e retornos com especialistas, problemas no sistema de atendimento, demora para obter informações e até casos de pessoas que teriam chegado para consultas previamente agendadas e não conseguido atendimento.
Entre as principais queixas está também o atendimento pelos canais de comunicação da Secretaria de Saúde. Usuários reclamam que o WhatsApp não funciona adequadamente, a Ouvidoria não dá retorno e os telefones muitas vezes não conseguem resolver as demandas. “A população precisa de informação, orientação e solução, não de canais de atendimento que existem apenas no papel”, desabafou um usuário.
Outra reclamação recorrente envolve pacientes que saem do consultório sem conseguir agendar o retorno e recebem orientações como “passa na próxima semana” ou precisam retornar várias vezes para verificar se a agenda foi aberta.
AMBULÂNCIAS TAMBÉM SÃO ALVO DE RECLAMAÇÕES
A Central de Ambulâncias também passou a receber críticas de usuários que relatam demora e dificuldade de contato. Entre os relatos estão o de uma gestante que teria enfrentado dificuldades para conseguir transporte e o de um paciente que, após atendimento em outra cidade, teria solicitado uma ambulância pela manhã e ainda aguardava resposta horas depois.
A Prefeitura informa que a Central realizou 30.113 atendimentos no primeiro semestre de 2026, entre transportes para consultas, exames e tratamentos e atendimentos de urgência. O volume evidencia a dimensão da demanda e levanta uma questão: há profissionais e estrutura suficientes para acompanhar esse movimento?
A aquisição de ambulâncias é importante, mas ambulância sozinha não resolve. São necessários motoristas, profissionais, escalas adequadas, manutenção e estrutura para garantir que o serviço funcione. Os motoristas estão realizando tudo o que podem para dar conta da demanda, mas é necessário mais profissionais e melhores condições de trabalho.
SAÚDE SEM SECRETÁRIO TITULAR E COM PROBLEMAS DE GESTÃO
As reclamações acontecem ainda em meio à ausência, há quase dois meses, de um secretário titular nomeado para comandar a pasta, aumentando os questionamentos sobre planejamento e gestão de uma das áreas mais importantes da administração municipal.
Enquanto isso, a Prefeitura divulgou que a rede municipal realizou 724.638 atendimentos, consultas, exames e procedimentos no primeiro semestre. Os números demonstram o tamanho da estrutura da Saúde, mas não apagam os problemas relatados individualmente pelos pacientes.
Para quem espera por uma consulta, não consegue marcar um retorno, não recebe resposta pelos canais oficiais ou passa horas aguardando uma ambulância, o número de atendimentos realizados não resolve a dificuldade concreta enfrentada naquele momento.
FALTA DINHEIRO OU FALTA PRIORIDADE?
As reclamações também reacendem o debate sobre as prioridades da administração Claudemir Borges. Enquanto pacientes relatam dificuldades para conseguir atendimento, o município mantém investimentos em festas, shows e eventos.
A pergunta que fica é: se existem recursos para grandes eventos, por que ainda faltam investimentos para garantir consultas, exames, transporte e profissionais suficientes na saúde?
O mesmo questionamento aparece diante da estrutura de cargos comissionados do município. Enquanto usuários reclamam da falta de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fonoaudiólogos e especialistas, a administração mantém cargos de confiança e funções políticas.
Para quem depende do SUS, a prioridade é simples: quer médico, quer atendimento, quer ambulância, quer informação e quer solução.
A POPULAÇÃO QUER RESPOSTAS
A Prefeitura apresenta números positivos sobre a produção da rede municipal, mas os relatos dos usuários mostram que ainda existem problemas que precisam ser enfrentados:
- O sistema de agendamento está funcionando adequadamente?
- Os canais de atendimento estão conseguindo responder aos cidadãos?
- Existe equipe suficiente nas ambulâncias?
- Quantos profissionais estão faltando na rede?
- Qual é o planejamento para reduzir as filas e melhorar o atendimento?
E, diante de tantos questionamentos, permanece a principal dúvida: QUEM ESTÁ CUIDANDO DA SAÚDE DE LEME?
Porque, para quem precisa do SUS, não basta o serviço existir no papel. Ele precisa funcionar quando o cidadão mais precisa.