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ENQUANTO O PREFEITO CLAUDEMIR BORGES PASSEIA, O POVO SOFRE: CAOS NA SAÚDE FAZ POPULAÇÃO MADRUGAR EM FILAS NO CMI
Jornal Tribuna de Leme | 09/02/2026

ENQUANTO O PREFEITO CLAUDEMIR BORGES PASSEIA, O POVO SOFRE: CAOS NA SAÚDE FAZ POPULAÇÃO MADRUGAR EM FILAS NO CMI

Filas intermináveis, agendas fechadas e pacientes voltando para casa sem atendimento escancaram o colapso da saúde pública em Leme

Enquanto o prefeito Claudemir Borges aparece em viagens pela Europa e em momentos de lazer, enfatizando que o Prefeito tem todo direito de viajar e curtir, desde que deixe a cidade em ordem, a realidade enfrentada pela população de Leme é completamente diferente e cruel. No município, cidadãos estão madrugando em filas no CMI - Centro Médico Integrado em busca de atendimento médico básico e, na maioria das vezes, voltam para casa sem conseguir sequer agendar uma consulta ou retorno.

Na segunda-feira, 02 de fevereiro, uma cena chocante chamou a atenção de quem passava pelas proximidades do CMI: filas quilométricas logo no início da manhã, idosos em pé por horas, pessoas que moram longe e foram a pé, todas com a mesma esperança — conseguir atendimento médico. Muitos acordaram às 5h da manhã. O resultado? Agendas fechadas e frustração generalizada.

A REVOLTA TOMOU CONTA DA POPULAÇÃO.

“Não tem agenda, não tem médico, não tem resposta”

O Jornal Tribuna de Leme recebeu dezenas de reclamações de moradores que relatam dificuldades absurdas para conseguir consultas, retornos e informações básicas. Pacientes que já passaram por exames e precisam retornar ao médico ouvem sempre a mesma resposta: “Não se sabe quando vai abrir a agenda”.

Uma paciente relatou que aguardou sete meses para conseguir uma consulta com especialista no CMI. “Passei no clínico em junho e só agora consegui agendar. Disseram que não tinha agenda”, desabafou.

Outra reclamação recorrente envolve os telefones das unidades de saúde. Segundo os moradores, ninguém atende. Uma idosa, com mais de 60 anos, fez um relato que resume o drama vivido diariamente: “A gente liga, liga e ninguém atende. Somos idosos. Com tudo assim, temos que ir a pé até a unidade. Não sei pra que existe telefone então”, reclamou.

IDOSOS, DOENTES E TRABALHADORES ABANDONADOS

As denúncias mostram que o problema atinge principalmente quem mais precisa: idosos, pessoas com dor, trabalhadores que deixam de trabalhar para tentar uma consulta e famílias que dependem exclusivamente do SUS.

Muitos enfrentam longas filas, frio da madrugada, cansaço físico e emocional, apenas para receber um “não” como resposta. Enquanto isso cresce na cidade a sensação de abandono e descaso por parte do Poder Executivo.

SAÚDE PÚBLICA EM COLAPSO

O cenário no CMI é apenas a ponta do iceberg. A falta de investimentos, planejamento e gestão eficiente na saúde pública vêm transformando o sistema em um verdadeiro gargalo, onde faltam médicos, faltam exames, faltam cirurgias e, principalmente, falta respeito com a população.

A cada semana, aumentam as reclamações, as filas e, o sofrimento de quem depende do serviço público.

DOIS PESOS, DUAS REALIDADES

O contraste é revoltante: de um lado, a população madrugando em filas, voltando para casa sem atendimento e vivendo a incerteza; do outro, o prefeito ausente, distante da realidade do povo e, segundo moradores, indiferente ao sofrimento coletivo.

A pergunta que ecoa nas ruas de Leme é simples e direta: até quando a população vai pagar o preço do descaso?

JORNAL TRIBUNA DE LEME PROCUROU PELOS VEREADORES QUE TAMBÉM TRABALHAM NO CMI

O Jornal procurou pelos vereadores Dr. David Pedrão e Cintia Grossklauss, uma vez que além de vereadores, os dois edis também atuam, profissionalmente no CMI. Cobramos um posicionamento dos vereadores a respeito da situação enfrentada pela população no CMI e em toda saúde pública, já que foram eleitos para defender o povo e como conhecem o dia a dia do CMI, a população cobrou do Jornal o questionamento aos vereadores.

O vereador Dr. David Pedrão nos retornou com o seguinte posicionamento: “Tenho acompanhado de perto, há muito tempo, a realidade da saúde pública, tanto como vereador quanto como servidor do CMI. Reconheço e valorizo profundamente o trabalho de todos os profissionais, desde o pessoal da limpeza até médicos, enfermeiros e técnicos, que se esforçam diariamente e muitas vezes trabalham no limite. Deixo claro que os servidores não são responsáveis pelos problemas enfrentados. O que falta é estrutura, investimento e prioridade por parte da gestão municipal. Há anos venho cobrando a contratação de mais profissionais, ampliação de exames e cirurgias, além de melhores condições de trabalho”.

“Hoje, o sistema está sobrecarregado porque não recebe o suporte necessário. A população sofre com a demora e a dificuldade de atendimento não por falta de esforço dos servidores, mas por falta de planejamento e investimentos da administração. A responsabilidade é da gestão do prefeito, que precisa assumir a saúde como prioridade de verdade. Seguiremos cobrando, fiscalizando e defendendo uma saúde pública mais digna, humana e eficiente para nossa população”, concluiu Dr. Davi Pedrão.

Já a vereadora Cintia Grossklauss, nos respondeu que estava no médico no momento e nos responderia mais tarde, mas desde a terça-feira, 03 de fevereiro, até o fechamento desta edição do Jornal, a presidente da Câmara não retornou e não se posicionou quanto aos questionamentos realizados pelo Jornal Tribuna de Leme.

Vamos aguardar se a Vereadora e Presidente da Câmara, Cíntia Grassoklauss se posicionará na segunda-feira, 09 de fevereiro, na sessão Camarária ou em suas redes sociais pessoal. 

POPULAÇÃO NÃO AGUENTA MAIS

A saúde pública de Leme vive um momento crítico. O caos instalado no CMI escancara uma gestão que falha em garantir o mínimo: atendimento médico digno.

O Jornal Tribuna de Leme seguirá acompanhando a situação e dando voz à população, que já não suporta mais pagar impostos e receber abandono em troca.