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“ENSINO DE LEGO” DERRUBA APRENDIZADO EM LEME: GESTÃO CLAUDEMIR BORGES PRIORIZA ROBÓTICA E ESQUECE O BÁSICO
Jornal Tribuna de Leme | 03/08/2025

“ENSINO DE LEGO” DERRUBA APRENDIZADO EM LEME: GESTÃO CLAUDEMIR BORGES PRIORIZA ROBÓTICA E ESQUECE O BÁSICO

Enquanto o prefeito foca em ‘brincadeira de robô’, alunos de Leme despencam em Português e Matemática segundo dados oficiais do IDEB

A educação de Leme está em alerta vermelho! Dados oficiais do IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - e do SAEB - Sistema de Avaliação da Educação Básica escancararam uma dura realidade: os estudantes dos anos iniciais da rede municipal estão aprendendo cada vez menos em português e matemática — justamente as disciplinas fundamentais para qualquer formação escolar.

E o motivo dessa queda? A obsessão da Prefeitura em colocar a “robótica” como prioridade do ensino, mesmo diante de uma visível deterioração dos indicadores educacionais desde que Claudemir Borges assumiu a Prefeitura de Leme.

Segundo os números do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, em 2019, 75% dos alunos apresentavam aprendizado adequado em português. Em 2023, esse número despencou para vergonhosos 56%. Em matemática, a queda foi de 69% para 60% no mesmo período. Um verdadeiro apagão educacional!

Para especialistas, a explicação é clara: a implantação da disciplina de robótica, desde 2021, teria roubado tempo precioso das aulas de português e matemática. A alteração na grade curricular reduziu a carga horária das disciplinas centrais, tudo para abrir espaço ao “ensino tecnológico” — que, na prática, se resume a montar peças de LEGO enquanto os alunos perdem o domínio da leitura e do raciocínio lógico.

“A prioridade virou montar robozinho, enquanto o aprendizado básico despenca”, denuncia um professor da rede, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

O resultado está estampado nos números: o IDEB, que em 2017 e 2019 superava as metas nacionais com notas de 7,0 e 6,9, respectivamente, despencou para 6,5 em 2021 e estagnou em 6,6 em 2023, abaixo da meta projetada de 6,8. Isso comprova o retrocesso e o impacto direto das mudanças irresponsáveis na estrutura educacional.

A matemática é simples: menos aula de português e matemática = menos aprendizado. E isso tem nome e sobrenome: Claudemir Borges.

Enquanto o prefeito gasta milhões com shows e infraestrutura para festas, a realidade das escolas é outra: falta material pedagógico, sobra improviso e a educação segue sem rumo. O foco virou o espetáculo tecnológico — bonito nas redes sociais e nos vídeos institucionais, mas desastroso nos resultados reais.

Agora, caberá aos gestores escolares e professores tentarem salvar o próximo ciclo avaliativo. Mas, diante da falta de apoio, investimentos e compromisso real com a educação de base, fica o sentimento de que a atual gestão brinca de governar, e quem paga o preço são as crianças e o futuro de Leme.

“Brincar de robótica enquanto o português afunda e a matemática desaparece é fazer política com o futuro das crianças”, resume um especialista em educação consultado pela reportagem.

A população segue cobrando: quando a Prefeitura vai parar de fazer marketing com ‘robôzinho’ e começar a ensinar de verdade?