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EXTRAÇÃO DO SISO: QUAIS OS CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS?
Jornal Tribuna de Leme | 13/10/2025

EXTRAÇÃO DO SISO: QUAIS OS CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS?

Atendendo ao pedido de alguns leitores, vamos falar sobre a extração do siso.

O dente do siso (terceiro molar) é o último dente a nascer e, por esse motivo, nem sempre encontra o espaço necessário para erupção. Às vezes, a própria anatomia da arcada dentária não permite a erupção de todos os dentes de maneira harmônica. Dessa forma, o siso fica envolvido pelo tecido gengival ou pelo tecido ósseo e se torna um dente retido, podendo, em alguns casos, causar dores e quadros inflamatórios e infecciosos. Nessas situações, um especialista poderá indicar se a extração é o melhor caminho.

Se esse for o seu caso, saiba que alguns cuidados devem ser tomados no pós-operatório.

A cirurgia para retirada dos sisos é realizada por um cirurgião-dentista em consultório odontológico, com o uso de anestesia local. Depois do procedimento, é comum haver um pouco de sangramento e dor no local da extração.

Vale lembrar que o pós-operatório também vai depender do quão traumática foi a cirurgia. Ou seja, se foi uma extração mais complicada e demorada, a recuperação tende a ser mais difícil. Se foi uma extração mais simples, a recuperação costuma ser mais tranquila. Por isso, apenas o profissional responsável pelo procedimento pode orientar o paciente de forma individualizada. 

Mas existem recomendações gerais que são muito importantes neste período de recuperação. Veja os principais cuidados após a extração dos sisos:

- Evite fazer esforço físico: Em geral, recomenda-se evitar esforço físico principalmente nas primeiras 24 horas após a extração, para evitar aumento da circulação sanguínea e consequentes sangramentos. “De modo geral, o paciente é aconselhado a evitar ações que possam aumentar o sangramento. É aconselhado também aos fumantes evitar fumar nas primeiras 12 horas, se possível”, explica o Dr. Sidney Neres, cirurgião-dentista especialista e mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial ligado ao CROSP - Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.  

Agora, quando falamos em prática de atividade física mais intensa, como treinos na academia, normalmente o paciente é liberado para retomar as atividades uma semana depois da cirurgia.

Segundo o especialista, quando o paciente apresenta algum problema sistêmico, como pessoas com cardiopatias ou diabetes, por exemplo, ou mesmo pessoas muito idosas, que tendem a ter uma cicatrização mais lenta, a recomendação é mais individualizada. Pode ser necessária uma avaliação prévia com o médico que acompanha o tratamento e alguns cuidados a mais, como um tempo maior de repouso.

Fonte: Drauzio Varella