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GESTÃO CLAUDEMIR BORGES VAI GASTAR MAIS DE R$ 2,2 MILHÕES COM ALUGUEL DE CARROS ENQUANTO FROTA MUNICIPAL APODRECE
Jornal Tribuna de Leme | 05/02/2026

GESTÃO CLAUDEMIR BORGES VAI GASTAR MAIS DE R$ 2,2 MILHÕES COM ALUGUEL DE CARROS ENQUANTO FROTA MUNICIPAL APODRECE

Mais uma vez, a gestão do prefeito Claudemir Borges opta pelo caminho mais fácil — e mais caro — para administrar o dinheiro público. Em vez de investir na renovação da frota municipal, a Prefeitura de Leme vai gastar R$ 2.261.746,80 com o aluguel de veículos.

O valor, que ultrapassa os R$ 2,2 milhões, está previsto no Pregão Eletrônico nº 002/2026, cuja licitação ocorrerá no dia 13 de fevereiro. O contrato prevê a locação de 24 veículos, entre hatch, sedan, pick-ups, vans, furgão e até um SUV, destinado ao Gabinete do Prefeito.

Enquanto isso, a frota própria do município segue sucateada, com veículos velhos, quebrados e fora de circulação.

FALTA DE PLANEJAMENTO LEVOU AO SUCATEAMENTO

A própria Prefeitura admite, no edital, que os veículos municipais estão com “alta rodagem” e “alto custo de manutenção”, sendo considerados insuficientes para atender a demanda.

Ou seja: a frota chegou a esse estado por anos de abandono, falta de investimento e ausência de planejamento.

Agora, em vez de corrigir o erro, a gestão prefere terceirizar e transferir a conta para a população.

ALUGUEL PODE SAIR MAIS CARO NO LONGO PRAZO

Especialistas alertam que a locação de veículos no setor público, quando não acompanhada de estudos técnicos adequados, tende a ser mais cara ao longo do tempo.

Entre os principais problemas estão:

• Custos acumulados superiores à compra

• Dependência de empresas privadas

• Risco de atraso na entrega

• Paralisação de serviços

• Falta de autonomia

• Orçamento engessado por contratos longos

Na prática, o município passa a pagar mensalmente por algo que poderia ser seu patrimônio.

CARRO PARA SECRETÁRIO, NÃO PARA O POVO

Embora a Prefeitura justifique o aluguel dizendo que é para “atendimento à população”, fiscalização e transporte sanitário, a realidade mostra outro cenário.

Grande parte dos veículos será usada por:

- Secretários

- Assessores

- Servidores administrativos

- Gabinete do Prefeito

- Para reuniões, eventos, cursos e encontros políticos.

E chama atenção: enquanto a maioria dos veículos são modelos básicos, o gabinete do prefeito contará com um SUV.

Para o povo, o básico - Para o prefeito, o luxo.

 

TERCEIRIZAÇÃO VIROU REGRA NA GESTÃO CLAUDEMIR

O aluguel da frota é apenas mais um capítulo da política de terceirização adotada pela atual gestão.

Outro exemplo é a saúde, onde médicos passaram a ser contratados via Cismetro, que recebeu mais de R$ 9,8 milhões em 2025, enquanto a população relata piora no atendimento.

Além disso, há terceirizações em:

• Monitoria escolar

• Serviços administrativos

• Apoio operacional

Sempre com reclamações sobre qualidade, fiscalização e precarização.

RISCOS PARA O ERÁRIO E PARA OS TRABALHADORES

A terceirização no setor público traz consequências graves:

• Precarização do trabalho

• Salários menores

• Alta rotatividade

• Falta de vínculo

• Risco de ações judiciais

• Possibilidade de fraudes

• Serviços mal prestados

No final, quem paga é o contribuinte.

 

A PRÓPRIA JUSTIFICATIVA EXPÕE A FALHA DA GESTÃO

No edital, a Prefeitura afirma não ter recursos para comprar veículos novos.

Mas a pergunta é: Por que não houve planejamento nos últimos anos?

Ao deixar a frota se deteriorar, a administração criou o cenário perfeito para justificar a locação.

Um ciclo vicioso: abandona → sucateia → terceiriza → paga caro.

 

PARA QUEM É LUCRATIVO?

Comprar veículos próprios não gera lucro. Alugar, sim. Resta saber: para quem?

Enquanto a Prefeitura gasta milhões em contratos, a população enfrenta:

• Falta de médicos

• Falta de transporte adequado

• Falta de estrutura

• Serviços precários

POPULAÇÃO PAGA A CONTA DA MÁ GESTÃO

A política de terceirização da gestão Claudemir Borges revela um modelo sem visão de longo prazo, sem compromisso com o patrimônio público e sem respeito ao dinheiro do cidadão.

Em vez de investir, planejar e economizar, prefere alugar, terceirizar e transferir a responsabilidade.

Mais uma vez, quem perde é Leme...

Lamentamos