HÉRNIA INCISIONAL: CONHEÇA AS CAUSAS, OS SINAIS DE ALERTA E AS FORMAS DE PREVENÇÃO
A hérnia incisional é uma protuberância que surge na região de uma cirurgia abdominal, causada pelo enfraquecimento ou pela abertura dos músculos e tecidos que não cicatrizam adequadamente. Pode ocorrer tanto após uma intervenção aberta quanto em procedimentos minimamente invasivos.
Nesses casos, a operação compromete a resistência da parede abdominal, permitindo que partes do intestino ou da gordura interna atravessem essa área enfraquecida. Essa saliência geralmente aparece próximo à cicatriz e pode se manifestar dias, semanas ou até anos após o tratamento.
Sintomas e fatores de risco: Os principais indícios que sinalizam a presença da hérnia incisional são dor local e o aparecimento de um caroço ou abaulamento na área da cicatriz cirúrgica. Entre os fatores que retardam a cicatrização e podem aumentar o risco de hérnia incisional estão: atividades exageradas no pós-operatório, como carregar peso ou fazer exercícios intensos; idade avançada; diabetes; obesidade; problemas pulmonares, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); uso prolongado de imunossupressores ou corticosteroides; infecções no local da cirurgia.
Diagnóstico feito por cirurgião: A identificação da hérnia incisional geralmente começa com uma conversa detalhada entre o paciente e o médico (anamnese), seguida de exame físico realizado por um cirurgião. Na maioria dos casos, esses passos já são suficientes para levantar ou confirmar a suspeita. Quando necessário, o exame de imagem mais indicado é a tomografia computadorizada do abdômen e da pelve, geralmente feita sem contraste. O procedimento confirma a presença da hérnia e fornece informações importantes sobre seu tamanho, localização e conteúdo, o que ajuda no planejamento da cirurgia mais adequada.
Tipos de hérnia incisional: As hérnias incisionais variam conforme a localização, o tamanho e as características do defeito na parede abdominal. Os principais tipos são:
- simples: ocorre na cicatriz cirúrgica, com abertura pequena e conteúdo facilmente reposicionado;
- complexa: envolve defeitos maiores, tecido cicatricial extenso ou infecção, exigindo técnicas cirúrgicas especiais;
- recidivada: retorna após cirurgia anterior, com maior risco de complicações;
- gigante: compromete ampla área da parede abdominal e órgãos internos.
Tratamento pode ou não ser cirúrgico: O tratamento da hérnia incisional costuma ser cirúrgico, mas varia de acordo com os sintomas apresentados por cada indivíduo. Em casos de hérnias pequenas, que não causam dor ou incômodo, deve-se apenas acompanhar o quadro. No entanto, é essencial destacar que a hérnia pode aumentar de tamanho ao longo do tempo, elevando o risco de complicações durante e após a intervenção. O objetivo da cirurgia para hérnia incisional é aproximar as bordas do defeito na parede abdominal sem tensão, restaurando a integridade e a função da região.
Complicações e prevenção: A hérnia incisional, quando não cuidada corretamente, pode crescer com o tempo, dificultando o tratamento. Entre as complicações mais graves estão o estrangulamento, quando parte do intestino fica preso e perde circulação, exigindo cirurgia urgente, e a obstrução intestinal, que causa dor intensa, vômitos e distensão. Mesmo após a correção cirúrgica, há risco de recorrência, principalmente se persistirem fatores como sobrepeso, força exagerada ou má cicatrização. Prevenir a hérnia incisional passa pelo controle de doenças que prejudicam a cicatrização, como diabetes e obesidade, e também por não fazer esforços físicos intensos no pós-operatório.
Fonte: Portal Drauzio Varella.