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LABIRINTITE
Jornal Tribuna de Leme | 14/09/2025

LABIRINTITE

Labirintite é um termo impróprio, mas comumente usado, para designar um problema que pode comprometer tanto o equilíbrio quanto a audição, porque afeta o labirinto, estrutura da orelha interna constituída pela cóclea (responsável pela audição) e pelo vestíbulo e canais semicirculares (responsáveis pelo equilíbrio).

Processos inflamatórios, infecciosos e tumorais, doenças neurológicas, compressões e alterações genéticas podem provocar crises de labirintopatias e vestibulopatias, entre elas, a labirintite.

A labirintite se manifesta, em geral, depois dos 40 ou 50 anos, decorrente de alterações metabólicas e vestibulares. Níveis aumentados de colesterol, triglicérides e ácido úrico podem acarretar alterações dentro das artérias que reduzem a quantidade de sangue circulando em áreas do cérebro e do labirinto.

Fatores de risco da labirintite: Idade; Hipoglicemia; Diabetes; Hipertensão; Otites; Álcool; Fumo; Café; Certos medicamentos, entre eles alguns antibióticos e anti-inflamatórios; Estresse; Ansiedade.

Sintomas de labirintite: O principal sintoma são as tonturas e vertigens. Na vertigem rotatória clássica, a sensação é que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que este roda em relação ao ambiente. Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda. A fase aguda da doença pode durar de minutos, horas ou até dias.

A vertigem pode ser associada ou não a: Náuseas; Vômitos; Sudorese; Alterações gastrointestinais; Perda de audição ou audição diminuída; Zumbido.

Diagnóstico de labirintite: A avaliação clínica e o exame otoneurológico completo são muito importantes para estabelecer o diagnóstico da labirintite, especialmente o diagnóstico diferencial, haja vista que algumas enfermidades podem provocar sintomas bastante parecidos, entre elas hipoglicemia, diabetes, hipertensão, reumatismos, síndrome de Mèniére, esclerose múltipla, tumores no nervo auditivo, no cerebelo e em áreas do tronco cerebral, drogas ototóxicas, doenças imunológicas e a cinetose, também chamada de doença do movimento, que não tem ligação com as doenças vestibulares ou do labirinto. Tomografia computadorizada e ressonância magnética, assim como testes labirínticos, podem ser úteis para fins diagnósticos.

Tratamento da labirintite: São vários os tipos de medicamentos que podem ser indicados no tratamento da labirintite. CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO E SIGA AS RECOMENDAÇÕES. Uma vez estabelecida a causa e estabelecido o tratamento adequado, a tendência é a doença desaparecer.

Recomendações para prevenir crises de labirintite: Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir as crises de labirintite. Eis algumas sugestões:

- Evite ingerir álcool. Se beber, faça-o com muita moderação; Não fume;

- Controle os níveis de colesterol, triglicérides e a glicemia;

- Opte por uma dieta saudável que ajude a manter o peso adequado e equilibrado; Não deixe grandes intervalos entre uma refeição e outra;

- Pratique atividade física; Ingira bastante líquido;

- Não consuma bebidas gaseificadas que contêm quinino (como água tônica);

- Procure administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e o estresse;

Importante: Não dirija durante as crises ou sob o efeito de remédios para tratamento da labirintite.

Fonte: Portal Drauzio Varella