“LEME, MEU TORRÃO TÃO QUERIDO”
O Hino de Leme, carinhosamente entoado pela população local, teve sua letra escrita pelo Professor Alcides Kammer de Andrade, mais conhecido como “Zulingo”, e a melodia composta por Alcides Kammer de Andrade – uma dupla autoria única, com ele como autor da letra e da música. Professor Zulingo era uma importante figura cultural e educacional da cidade, envolvido profundamente na vida comunitária, desde atividades musicais até ensino e formação de orquestras e festivais escolares. Sua ligação com Leme foi marcada por um comprometimento notável com a cultura e a educação.
A composição, originalmente chamada de “Salve Leme”, foi criada em 1945 como um presente ao então prefeito, Dr. Eurico Arrais Seródio, em comemoração ao Jubileu de 50 anos da elevação da Vila de Leme à categoria de município — ocorrido em 29 de agosto de 1895. Mais tarde, em 2 de dezembro de 1977, por meio do decreto nº 1316, essa música foi oficialmente instituída como o Hino Municipal de Leme Assim, o “Salve Leme” tornou-se símbolo oficial da cidade, passando a ser entoado em eventos cívicos e solenidades.
Desde então, o Hino tem sido uma expressão viva da identidade lemense. A letra destaca as belezas naturais: “coqueiros que brilham ao Sol”, o valor do povo, o legado histórico representado pelo bandeirante que dá nome à cidade, o progresso, a paz e o amor pela terra natal. Por suas palavras e melodia vibrantes, o Hino assume um papel fundamental na preservação da memória coletiva, reforçando o orgulho local e perpetuando os valores culturais de Leme em cerimônias oficiais, escolares e comunitárias
A letra do Hino exalta tanto a história quanto a natureza e a força do povo de Leme. No primeiro trecho, destaca-se a figura do bandeirante, símbolo da origem paulista, e o papel de Leme como exemplo para as novas gerações. Em seguida, há uma forte imagem poética ao citar os céus azul-celeste e os coqueiros que brilham ao sol, representando a riqueza natural e a beleza da cidade.
O refrão é um dos pontos mais emocionantes, chamando Leme de “joia rara do coração”, reforçando o orgulho e o amor à terra natal, além de ressaltar valores como paz, trabalho e união — pilares da identidade lemense. Por fim, a estrofe final liga passado e presente: honra-se a tradição histórica, mas também se valoriza o desenvolvimento e a vitalidade de um povo que mantém viva a chama do progresso e da fraternidade.
Foto: Professor Alcides Kammer de Andrade – Zulingo
Sandra Kauffmann