LEME VIRA “LUA” OU “QUEIJO SUÍÇO”? BURACOS TOMAM CONTA DAS RUAS E POPULAÇÃO SOFRE COM DESCASO DA GESTÃO CLAUDEMIR BORGES
Quem trafega pelas ruas de Leme já não sabe mais se está dirigindo em vias públicas ou participando de um rali off-road urbano. Desviar de um buraco virou rotina, mas o problema é que, ao escapar de um, o motorista inevitavelmente cai em outro. A cena se repete em todos os bairros e escancara a falta de planejamento e de investimentos em recapeamento asfáltico durante a gestão do prefeito Claudemir Borges.
A situação da malha viária é tão crítica que moradores já brincam — com uma boa dose de ironia e indignação — que a cidade se transformou em uma mistura da superfície da lua com um queijo suíço, tamanha a quantidade de crateras espalhadas pelas ruas. Há quem diga que, se continuar assim, logo será possível pescar em plena via pública, tamanhos os buracos cheios d’água após as chuvas.
PREJUÍZO NO BOLSO E RISCO À VIDA
As reclamações da população não são poucas. Motoristas relatam quebras constantes de suspensão, pneus estourados, rodas empenadas e outros danos aos veículos. Motociclistas, por sua vez, convivem com um risco ainda maior: já são comuns relatos de quedas provocadas por buracos escondidos pela água da chuva, colocando em perigo a integridade física de quem depende da moto para trabalhar ou se locomover.
“Você sai de casa sem saber se volta com o carro inteiro”, resume um morador indignado. Em muitos trechos, dirigir exige atenção redobrada e reflexos rápidos, como se o motorista estivesse disputando uma prova de obstáculos.
TAPA-BURACOS OU COLCHA DE RETALHOS?
Quando a prefeitura entra em ação, o alívio dura pouco. A chamada operação tapa-buracos, longe de resolver o problema, tem transformado as ruas em verdadeiras colchas de retalhos, com remendos mal executados, desníveis e saliências que fazem os veículos tremerem por completo ao trafegar.
Com a chegada do período de chuvas, a situação piora ainda mais. A água pluvial simplesmente leva embora o asfalto recém-colocado, expondo novamente os buracos em poucos dias — ou até horas. O resultado é dinheiro público desperdiçado e um problema que nunca é, de fato, resolvido.
FALTA DE RECAPEAMENTO E GESTÃO QUESTIONADA
Especialistas e moradores são unânimes: o que falta não é remendo, mas investimento sério em recapeamento asfáltico. A ausência de um plano consistente de manutenção das vias durante a gestão Claudemir Borges deixou as ruas em estado de abandono, tornando a malha viária intransitável em muitos pontos.
A reclamação é geral, atravessa bairros, classes sociais e regiões da cidade. O sentimento predominante é de cansaço, revolta e descrédito, enquanto o problema se arrasta sem solução definitiva.
Enquanto isso, Leme segue afundando em buracos — literalmente — e a população segue pagando a conta, seja no conserto do carro, no risco de acidentes ou na paciência cada vez mais curta com o descaso do poder público.
Fotos 2 e 3 ilustrativas conforme relatos de moradores de diversos pontos da cidade.
ATENÇÃO: demais fotos tiradas pelo Jornal Tribuna de Leme em diversos pontos da cidade.