Notícia

  • Home
  • LIXO ACUMULADO NAS RUAS: COLETA ENFRENTA RECLAMAÇÕES E CRISE DO ATERRO CONTINUA GERANDO IMPACTOS EM LEME NA GESTÃO CLAUDEMIR BORGES
LIXO ACUMULADO NAS RUAS: COLETA ENFRENTA RECLAMAÇÕES E CRISE DO ATERRO CONTINUA GERANDO IMPACTOS EM LEME NA GESTÃO CLAUDEMIR BORGES
Jornal Tribuna de Leme | 03/08/2026

LIXO ACUMULADO NAS RUAS: COLETA ENFRENTA RECLAMAÇÕES E CRISE DO ATERRO CONTINUA GERANDO IMPACTOS EM LEME NA GESTÃO CLAUDEMIR BORGES

Sacos de lixo acumulados, reclamações nas redes sociais e moradores sem saber quando o caminhão da coleta vai passar. Esse tem sido o cenário relatado por diversos bairros de Leme nos últimos dias.

As reclamações chegaram também ao Jornal Tribuna de Leme, que recebeu relatos de moradores afirmando que a coleta não ocorreu na data esperada, deixando resíduos expostos por períodos prolongados.

Além do transtorno à população, a situação levanta preocupações relacionadas à limpeza urbana, ao mau cheiro e à proliferação de animais, especialmente em dias de temperaturas elevadas.

CRISE COMEÇOU COM A INTERDIÇÃO DO ATERRO

Os problemas na coleta acontecem em um contexto já delicado para o município.

Há alguns meses, o aterro sanitário municipal foi interditado, obrigando a Prefeitura de Leme a alterar toda a logística de destinação dos resíduos domiciliares.

Com isso, o lixo passou a ser transportado até um aterro localizado no município de Conchal, aumentando a distância percorrida pelos caminhões e os custos operacionais do serviço.

A interdição do aterro já havia sido tema de reportagem do Jornal Tribuna de Leme, que mostrou os impactos da medida sobre a gestão dos resíduos sólidos do município.

SEM LICENÇA PARA TRANSBORDO, CAMINHÕES PERCORREM DEZENAS DE QUILÔMETROS

Outro fator que aumenta a complexidade da operação é a ausência, até o momento, da licença ambiental para funcionamento da área de transbordo.

Na prática, isso significa que os próprios caminhões da coleta precisam interromper o serviço nas ruas para realizar o deslocamento até Conchal e descarregar os resíduos antes de retornar a Leme para continuar a coleta.

Caso a área de transbordo estivesse licenciada, os caminhões poderiam descarregar os resíduos em contêineres dentro do próprio município, permitindo que veículos específicos realizassem posteriormente o transporte até o aterro, reduzindo o tempo de deslocamento dos caminhões coletores e aumentando sua disponibilidade para atender os bairros.

PROBLEMAS MECÂNICOS AGRAVAM A SITUAÇÃO

Além das mudanças na logística, também circulam relatos de que parte da frota utilizada na coleta estaria enfrentando problemas mecânicos.

Se confirmados, esses problemas podem comprometer, ainda mais, o cronograma da coleta, já impactado pelas viagens até outro município.

Quanto menor a disponibilidade de caminhões, maior a dificuldade para manter a regularidade do serviço e atender toda a cidade dentro dos horários previstos.

PLANEJAMENTO E INVESTIMENTOS ENTRAM NO DEBATE

A situação também reacende o debate sobre os investimentos destinados à infraestrutura dos serviços públicos.

Segundo pesquisas de mercado, um caminhão compactador de coleta de lixo novo, completo — incluindo chassi e equipamento compactador — pode custar, em média, entre R$ 430 mil e R$ 750 mil, dependendo do modelo, da capacidade e do fabricante.

Neste contexto, moradores têm comparado esse valor ao cachê de R$ 850 mil pago pela Prefeitura para o show da cantora Simone Mendes durante a Fapil 2026. Em termos financeiros, esse montante é superior ao valor médio de um caminhão compactador em diversas faixas do mercado.

A comparação tem alimentado o debate público sobre prioridades de investimento, especialmente em um momento em que a cidade enfrenta desafios na coleta de lixo, na saúde e em outros serviços essenciais.

POPULAÇÃO COBRA RESPOSTAS

Enquanto a Prefeitura trabalha para normalizar a operação, moradores aguardam respostas para questões que permanecem em aberto:

• Qual é o atual cronograma da coleta nos bairros?

• Quantos caminhões estão efetivamente em operação?

• Quando será obtida a licença da área de transbordo?

• Há previsão para solução definitiva da situação do aterro sanitário?

• Quais medidas estão sendo adotadas para evitar novos atrasos?

Para quem convive diariamente com o lixo acumulado nas calçadas, a principal expectativa é simples: que a coleta volte à normalidade e que um serviço essencial funcione com regularidade e eficiência.

Enquanto isso não ocorre, as reclamações seguem aumentando e a limpeza urbana permanece como mais um desafio para a administração municipal.

Lamentável...