NÚMEROS REAIS DESMASCARAM PROPAGANDA DA PREFEITURA: LEME FICA PARA TRÁS NA GERAÇÃO DE EMPREGOS EM 2025
Enquanto a Prefeitura de Leme tenta vender uma imagem de que a cidade é destaque na geração de empregos, a realidade mostrada pelos dados oficiais do CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - revela um cenário bem diferente do divulgado.
Nos últimos dias, a administração municipal divulgou um material comemorando o suposto “crescimento de vagas de trabalho” no município, baseado apenas em um recorte conveniente de três meses, sendo de junho a agosto de 2025 — período que, de fato, apresentou números mais favoráveis. O problema é que, quando se analisa o ano inteiro, o desempenho de Leme cai por terra.
OS NÚMEROS REAIS NÃO MENTEM
De janeiro a agosto de 2025, segundo o CAGED, Araras gerou 1.673 novas vagas de emprego, quase três vezes mais do que Leme, que criou apenas 695 novas vagas no mesmo período.
Confira o comparativo das principais cidades da região:
Cidade Novas Vagas de janeiro a agosto/2025
Araras 1.673
Leme 695
Porto Ferreira 639
Pirassununga 345
Ou seja, Leme ocupa apenas a segunda posição regional, mas bem distante da liderança e com desempenho tímido, especialmente se comparado ao seu porte econômico.
SETORES QUE MAIS CONTRATARAM
O setor de serviços liderou a geração de empregos em Leme em 2025, com 247 novas vagas, seguido pela construção civil (228) e pela indústria (188).
Na agropecuária, foram apenas 42 vagas criadas, e o comércio, tradicional motor econômico do município, amargou saldo negativo de -10 vagas, ou seja, demitiu mais do que contratou.
COMÉRCIO PARADO E RUAS VAZIAS
Quem caminha pelo centro de Leme percebe o reflexo direto desses números: lojas vazias, pontos fechados e comerciantes desanimados.
Representantes do setor afirmam que o excesso de festas e eventos promovidos pela Prefeitura tem atrapalhado as vendas e reduzido o fluxo de clientes, prejudicando um dos segmentos que mais gera empregos.
Enquanto isso, a administração municipal gasta milhões em eventos, com barracas, tendas e estrutura de shows, enquanto faltam investimentos em políticas públicas que estimulem o comércio local e gerem emprego de verdade.
A FARSA DOS NÚMEROS PARCIAIS
O relatório divulgado pela Prefeitura destaca apenas o período de junho a agosto, quando o saldo positivo foi de 443 vagas: o suficiente para produzir uma manchete otimista, mas insuficiente para representar a realidade anual.
Essa seleção de dados distorce o quadro real do emprego em Leme e tenta mascarar a estagnação econômica que o município enfrenta.
HISTÓRICO PREOCUPANTE
O mau desempenho não é novidade. Em 2024, no mesmo período (janeiro a agosto), Leme também ficou atrás dos municípios vizinhos:
• Araras: 2.624 vagas
• Pirassununga: 1.007 vagas
• Leme: 968 vagas
• Porto Ferreira: 964 vagas
Ou seja, Leme já vinha perdendo ritmo, e o cenário de 2025 apenas confirma a falta de planejamento e estímulo à economia local.
CONCLUSÃO: Enquanto o discurso oficial tenta pintar um quadro de progresso, os dados oficiais mostram o contrário:
- Leme anda para trás na geração de empregos.
- Comércio enfraquecido, indústria tímida e administração perdida.
E enquanto o dinheiro público financia festas e picadeiros, quem paga o preço é o trabalhador lemense, que continua esperando as oportunidades que ficaram apenas no discurso.
Foto: Portal Gov.br