PODER NÃO É PROPRIEDADE, É RESPONSABILIDADE
O poder a qualquer custo e a ânsia de se sobrepor ao outro têm se tornado uma realidade constrangedora em muitos cenários políticos. Ataques pessoais, disputas de vaidade e embates vazios não produzem políticas públicas, não resolvem demandas estruturais e não melhoram a vida da população que confiou seu voto esperando representatividade e compromisso. O que se vê, em diversos casos, é oportunismo político e autopromoção, enquanto as necessidades reais da comunidade permanecem em segundo plano.
É preciso lembrar que mandatos são temporários e que o exercício da função pública é, antes de tudo, um dever de escuta e de ação em favor do interesse coletivo. Representar não é competir por protagonismo, mas atuar com responsabilidade institucional, ética e foco em resultados concretos. O eleitor não delega poder para assistir disputas pessoais, e sim para que suas demandas sejam tratadas com seriedade, planejamento e eficiência.
Torna-se até motivo de comentários e ironias quando alguns insistem em exibir números de votos, cargos ocupados ou feitos isolados como se isso fosse credencial permanente de autoridade. A população está atenta, crítica e cada vez menos tolerante com posturas imaturas.
Permanecer na vida pública exige coerência, trabalho consistente e respeito ao cidadão. Cargo não é troféu — é missão.
Sem mais...
Sandra Kauffmann