POSTO DE COMBUSTÍVEL DA PREFEITURA DE LEME É INTERDITADO PELA JUSTIÇA: FALTA DE GESTÃO E OMISSÃO EXPÕE RISCO AMBIENTAL E PODEM PARALISAR SERVIÇOS ESSENCIAIS
Município operava há anos sem licenças ambientais obrigatórias. Inércia dura 20 meses e pode custar caro aos cofres públicos
Um novo escândalo atinge a administração municipal de Leme. O posto de combustíveis instalado no Almoxarifado Municipal, responsável por abastecer toda a frota pública, incluindo ambulâncias, veículos de transporte de pacientes, ônibus escolares, caminhões da coleta de lixo e carros de manutenção, foi interditado pela Justiça.
Motivo? A prefeitura operava o posto sem Licença Prévia, sem Licença de Instalação e sem Licença de Operação junto à CETESB, em total desacordo com a legislação ambiental, ou seja, ilegal do começo ao fim.
20 MESES DE OMISSÃO: O MUNICÍPIO SABIA E NÃO FEZ NADA
Segundo documentos da Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, o órgão ambiental notificou o município ainda em março de 2024, aplicando advertência e exigindo regularização imediata.
A prefeitura teve 20 meses para resolver e não resolveu.
E a Justiça foi taxativa: a conduta demonstra “omissão deliberada e operação em completa ilegalidade ambiental”, ignorando regras básicas de proteção ao solo, ao lençol freático e à segurança da própria população.
RISCO AMBIENTAL EVIDENTE
A vistoria da CETESB, realizada em 09/10/2025, resultou no Auto de Infração n° 65002934 e comprovou que o posto:
• armazena combustível sem licenças ambientais,
• opera sem autorização para instalação,
• opera sem autorização para funcionamento,
• não possui aprovação do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Isso significa que a prefeitura estava exercendo uma atividade altamente poluidora sem qualquer controle técnico, desrespeitando o Princípio da Precaução e colocando em risco o meio ambiente e a segurança dos trabalhadores.
CONSEQUÊNCIA DIRETA: INTERDIÇÃO
Com a soma de irregularidades, negligência e descumprimento das obrigações legais, o Tribunal de Justiça determinou:
• Interdição do posto de combustíveis,
• Uso permitido somente do combustível já existente no tanque,
• Proibição total do funcionamento após o término do estoque, caso as licenças não sejam obtidas.
Ou seja: assim que o combustível acabar, toda a frota municipal ficará sem abastecimento interno e terá que terceirizar esse serviço, gerando mais gastos aos cofres municipais.
PREJUÍZO AOS COFRES PÚBLICOS: MUNICÍPIO TERÁ QUE PAGAR MAIS CARO
A partir da interdição, a prefeitura será obrigada a:
• contratar posto privado,
• pagar mais caro pelo litro,
• arcar com custos operacionais extras,
• gerar despesas não previstas no orçamento.
Tudo isso por falta de gestão, planejamento e responsabilidade.
A situação pode configurar ato de improbidade administrativa, já que o prefeito tinha conhecimento do problema há quase dois anos e nada fez para regularizar, resultando em prejuízo financeiro e risco ambiental.
SERVIÇOS ESSENCIAIS EM RISCO
Com a interdição, fica ameaçado o funcionamento de:
• ambulâncias da saúde,
• transporte de pacientes para outras cidades,
• ônibus escolares,
• coleta de lixo,
• serviços de limpeza urbana,
• máquinas e caminhões da manutenção,
• serviços diários essenciais à população.
Em uma cidade que já enfrenta dificuldades financeiras, como apontado pelo Jornal Tribuna de Leme, que revelou que o município gastou mais do que arrecadou em 2025, este novo episódio expõe a profundidade da crise de gestão.
Enquanto isso, milhões continuam sendo investidos em shows, eventos e robótica, e tarefas básicas como regularizar um posto de combustível são esquecidas pela administração.
ENQUANTO ISSO, A POPULAÇÃO PAGA A CONTA
A interdição do posto é mais uma prova da falta de planejamento, desorganização e irresponsabilidade da atual gestão.
Agora, caberá ao Ministério Público investigar as responsabilidades e ao Executivo correr contra o tempo para não deixar a cidade parar, ironicamente, por falta de combustível legalizado.
É lamentável...