PREFEITURA DE LEME JÁ GASTOU R$ 7,8 MILHÕES EM FESTAS E SHOWS – DINHEIRO DARIA PARA CONSTRUIR 6 NOVAS UBS OU 120 QUADRAS DE RECAPEAMENTO
Nos últimos anos, Leme se transformou em um verdadeiro palco de festas. De janeiro de 2021 até agora, a gestão do prefeito Claudemir Borges já torrou mais de R$ 7,8 milhões em shows, cachês milionários e aluguel de estruturas como tendas, palcos, som, iluminação, painéis de LED, banheiros químicos, geradores e até transmissões ao vivo.
Enquanto a população cobra melhorias na saúde, educação e nas ruas esburacadas da cidade, a atual administração parece ter feito a opção clara: investir no espetáculo e deixar os serviços básicos em segundo plano.
A ESCALADA DOS GASTOS COM ESTRUTURAS DE EVENTOS
Um levantamento realizado pelo Jornal Tribuna de Leme no Portal da Transparência mostrou que o gasto com a infraestrutura de eventos não para de crescer:
- 2021 (em plena pandemia): R$ 455 mil
- 2022: R$ 985 mil
- 2023: R$ 1,6 milhão
- 2024 (ano eleitoral): R$ 2,1 milhões
- 2025 (até agora): R$ 912 mil
Somente com aluguel de estruturas, já são mais de R$ 6 milhões gastos pela prefeitura.
CACHÊS MILIONÁRIOS PARA ARTISTAS NACIONAIS
E os valores com a contratação de artistas também impressionam:
- Maria Cecília e Rodolfo (2022) – R$ 60 mil
- Raça Negra (2023) – R$ 350 mil
- César Menotti & Fabiano (2024) – R$ 360 mil
- Ana Castela (2025) – R$ 750 mil
- Ndee Naldinho (2025) – R$ 22 mil
Somados, os principais shows já ultrapassam R$ 1,7 milhão dos cofres públicos. E isso sem contar os valores com artistas regionais, eventos como Carnaval, Educaipira, Festa de Tradições Nordestinas e apresentações na Praça Manoel Leme e Concha Acústica.
COMÉRCIO PREJUDICADO E POPULAÇÃO INDIGNADA
Os gastos assustam até mesmo os comerciantes locais, que pagam impostos, geram emprego e renda, mas relatam queda no movimento em dias de grandes festas. A indignação cresce diante de uma cidade com postos de saúde lotados, ruas esburacadas, déficit de vagas escolares e um orçamento cada vez mais comprometido.
O QUE DARIA PARA FAZER COM ESSE DINHEIRO?
Com os R$ 7,8 milhões gastos em festas e shows, Leme poderia:
- Construir 6 novas Unidades Básicas de Saúde iguais à do Jardim Angélica (custo aproximado de R$ 1,3 milhão cada), ampliando a cobertura da atenção básica no município.
- Recapear 120 quadras inteiras de 100 metros por 9 metros, dando asfalto novo e de qualidade para milhares de motoristas que hoje sofrem com buracos e prejuízos nos veículos.
O RETRATO DA GESTÃO CLAUDEMIR BORGES
A conta é simples: falta dinheiro para obras, para recapeamento, para ampliar a rede de saúde e investir em educação. Mas, quando o assunto é festa, palco e show, o caixa da prefeitura nunca fecha.
Com uma dívida crescente e serviços públicos ineficientes, a atual gestão parece apostar em “pão e circo” para distrair a população. Mas a cada novo contrato milionário, o que fica é a sensação de que Leme virou um grande palco de eventos… e um pequeno canteiro de obras.
LAMENTÁVEL...
Sandra Kauffmann