FAPIL 2026: PREFEITURA PAGA R$ 850 MIL PELO SHOW E AGORA A SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL TAMBÉM BANCA A PUBLICIDADE DA FESTA NA EPTV CENTRAL
Evento é organizado por empresa privada, que comercializa camarotes, áreas VIP, patrocínios e espaços de alimentação. A pergunta é: quem paga a conta e quem fica com o lucro?
A FAPIL 2026 acontece de 4 a 6 de setembro, com shows de Simone Mendes, Fernando & Sorocaba, João Villa & Rafael, Gino & Geno e Jeninho.
A organização está a cargo da J. R. A. Marini Eventos Ltda., vencedora do Pregão Eletrônico nº 015/2026, que paga R$ 86 mil ao município e assume a estrutura da festa e dois dias de shows.
Mas a Prefeitura de Leme decidiu bancar justamente a atração mais cara: R$ 850 mil pelo show de Simone Mendes.
E não para por aí. Apesar de a festa ser organizada por uma empresa privada, existem camarotes, áreas VIP, cotas de patrocínio e espaços comerciais para alimentação e bebidas. O passaporte para a área VIP custa R$ 730, enquanto o Camarote Prime chega a R$ 740.
E AGORA A PREFEITURA TAMBÉM PAGA A PUBLICIDADE
A Secretaria de Comunicação Social empenhou R$ 20.022,93 para publicidade da FAPIL na EPTV Central, afiliada da Rede Globo.
O detalhe é que o próprio contrato entre a Prefeitura e a empresa organizadora, em seu artigo 14, estabelece que não haverá dispêndio direto de recursos públicos em razão do contrato.
No Termo de Referência, a previsão relacionada à comunicação municipal é apenas a utilização de espaço no telão para divulgação de projetos da Prefeitura.
Então, fica a pergunta: SE A EMPRESA EXPLORA COMERCIALMENTE A FESTA, POR QUE A PREFEITURA ESTÁ PAGANDO A PROPAGANDA?
A empresa vende camarotes, áreas VIP, patrocínios e espaços comerciais. A Prefeitura paga R$ 850 mil pelo maior cachê da festa e agora mais R$ 20 mil pela divulgação.
A conta fica com o dinheiro público. Mas quem fica com o resultado econômico da festa?
Enquanto aparecem recursos para shows e publicidade, a população continua cobrando saúde, recapeamento, manutenção das escolas e melhorias na infraestrutura.
A pergunta que fica é simples: Por que existe dinheiro público para bancar o maior show e divulgar uma festa explorada comercialmente por uma empresa privada, enquanto faltam recursos para as prioridades básicas de Leme?
Festa pode trazer diversão. Mas quando o dinheiro é público, a população tem o direito de saber: quanto paga, por que paga e quem se beneficia.