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SARNA HUMANA – ESCABIOSE
Jornal Tribuna de Leme | 02/11/2026

SARNA HUMANA – ESCABIOSE

A sarna é uma doença altamente infecciosa causada pelo ácaro parasita Sarcoptes scabie, transmissível pelo contato íntimo entre pessoas ou mesmo através das roupas. Esse parasita se alimenta da queratina, proteína que constitui a camada superficial da pele. Depois do acasalamento, a fêmea põe os ovos (seis, em média) que eclodem após duas semanas.

As lesões mais comuns ocorrem entre os dedos das mãos e é especialmente a mão que serve de veículo para levar a escabiose a outros pontos do corpo, principalmente coxas, nádegas, axilas e cotovelo. No homem, a infecção é comum nos genitais e, na mulher, nos seios. Pacientes imunodeprimidos estão mais expostos ao risco de infecção pelo parasita da sarna.

O período de incubação do micro-organismo da sarna é de cerca de 24 dias ou de 24 horas no caso de reinfestação pelo parasita.

Sintomas de sarna: Coceira intensa que geralmente piora à noite; Presença de pápulas, pequenas lesões eritematosas que podem formar uma crosta provocada pelo ato de coçar o local.

Diagnóstico de sarna: O diagnóstico é feito visualmente pela análise das lesões causadas e por sua localização e pode ser confirmado pela identificação do parasita no microscópio.

Tratamento da sarna: O tratamento é feito à base de inseticidas especiais, ou escabicidas. Seu uso é tópico, ou seja, local, e deve ser aplicado no corpo todo, exceto acima da linha do nariz e das orelhas, por dois ou três dias. É importante que a aplicação seja repetida depois de sete a dez dias para combater os ácaros provenientes dos ovos que ainda não haviam eclodido na primeira aplicação.

Toda a família e/ou parceiros devem ser tratados simultaneamente para evitar a reinfestação. Já existem remédios por via oral que também são eficientes no tratamento da sarna.

ATENÇÃO: CONSULTE SEMPRE UM PROFISSIONAL DA ÁREA, OUS SEJA: MÉDICO OU MÉDICA

Recomendações para quem está com sarna: Saiba que a sarna é comum em ambientes de aglomeração populacional, como exército, presídios etc. e, principalmente, em locais de má higiene;

- Troque de roupas diariamente porque o ácaro sobrevive horas, às vezes dias, fora do corpo;

- Lave as roupas de uso pessoal, de cama e de banho diariamente;

- Certifique-se de que todas as pessoas com quem convive proximamente estão recebendo tratamento simultâneo.

Por: Maria Helena Varella Bruna – Portal Dr. Drauzio Varella